Qual a fluência tecnológica da sua escola?

É impraticável acompanhar as novidades tecnológicas lançadas diariamente no mundo todo. Também na área da educação novos recursos são apresentados a cada dia, o que gera uma inevitável confusão entre gestores e educadores que estão em atividade diária com o aluno. “Devo  acompanhar tudo? O que de fato vai ajudar a melhorar minha interlocução com o aluno, o professor e os pais? Devo liberar a internet em toda escola? Devo proibir o celular? De que forma devo usar a sala de informática? A comunidade escolar precisa efetivamente ter a sua disposição um portal da escola?  O professor deve organizar as atividades de classe e extraclasse utilizando o portal da escola ou outras plataformas interativas sociais, como o Edmodo, uma rede lançada exclusivamente à comunidade escolar? Como evitar a dispersão do aluno e do professor ao se utilizar recursos da web em sala de aula? Quais os investimentos em hardware e software devo fazer em minha escola?” Perguntas e dúvidas que não têm fim.

Precisamos começar a organizar tanta informação e a localizar o que representa cada recurso tecnológico disponível, seja em termos de equipamentos, softwares, aplicativos ou mesmo sites da internet.

Para isso, é importante tomar como ponto de partida a disparidade que atualmente se apresenta entre o nível de fluência tecnológica das escolas em comparação ao dos alunos. Desde 2011 o desenvolvimento dos dispositivos móveis tem ocorrido de forma tão acelerada que hoje a maioria dos alunos de uma escola média possui aparelhos mais potentes do que os computadores de um laboratório de informática tradicional. Ao se olhar para isso tudo, e realmente encarar a situação, é inevitável que um gestor ou  educador se sinta “perdido”, confuso, sem saber exatamente o quê e como  utilizar tantos recursos no processo de ensino-aprendizagem.

O posicionamento da escola diante desse cenário é tão mais urgente quando se considera a perspectiva de futuro para os próximos anos: até 2020 a utilização da tecnologia móvel terá se tornado universal; ambientes virtuais se multiplicarão; objetos interativos se tornarão comuns em ambientes físicos. Enfim, você encontra um mapa dessas tendência no infográfico abaixo, apontado pela Fast Company como um dos melhores de 2012, e traduzido para o português pela equipe do Porvir.

INFOGRAFICO_ZAPPA_FINAL

Mas sincronizar a escola com as tecnologias disponíveis e com o ritmo acelerado das inovações requer, sobretudo, análise, calma e sensatez.  Certamente, as escolhas dos gestores dependerão do próprio projeto pedagógico da escola, e de algumas perguntas-chave que estas deverão fazer para si próprias:

– Que postura de professor quero em sala de aula? E de aluno? Uma postura de transmissão de conteúdo ou de produção conjunta de sentidos?

– Os recursos tecnológicos servirão como meros  acessórios  para complementar ou enfeitar um aula ou atuarão como recursos desafiadores aos alunos?

– Quero meu aluno participando junto com o professor da produção de sentido, do significado de ele estar ali descobrindo o porquê da relevância da aprendizagem em sua trajetória de vida, ou quero apenas cumprir os programas de conteúdo estabelecidos pelas normas oficiais?

Existem infinitas possibilidades, muitas delas discutidas em artigos que publicamos anteriormente no site Direcional Escolas.

O que é importante ao gestor é evitar soluções mágicas, perfumarias, olhar antes para seu próprio projeto pedagógico, a equipe que dispõe, as possibilidades de treinamento, a infraestrutura de rede da instituição, os equipamentos etc. (Rosali Figueiredo e Rodrigo Abrantes)

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